Tragédia em Congonhas

Tragédia em Congonhas

Quarta, 19 de novembro de 2008, 17h06 Atualizada às 10h39

Defesa: indiciar Denise Abreu é 'absurdo jurídico'

O advogado Roberto Podval, responsável pela defesa da ex-diretora da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, disse que o indiciamento de sua cliente é uma "injustiça e absurdo jurídico" e que serão tomadas todas as medidas judiciais possíveis para evitá-lo.

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A Polícia Civil divulgou nesta tarde o nome dos dez indiciados na investigação que apura as causas do desastre com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas no dia 17 de julho de 2007. Segundo a polícia, cinco funcionários e ex-representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foram indiciados, entre eles Denise Abreu.

"É um absurdo e muito estranho que o delegado tenha anunciado dessa forma para a imprensa uma lista, antes mesmo de as pessoas serem chamadas para ser indiciadas. A autoridade policial não pode se pautar pela opinião pública. A forma deveria ser técnica, não pirotécnica", afirmou Podval.

Roberto Podval lembrou também que todos os fatos técnicos levantados até agora ressaltam "que o acidente não teria ocorrido se os manetes do avião estivessem na posição correta".

Concluído na semana passada, o laudo pericial do Instituto de Criminalística de São Paulo aponta razões e culpados pelo acidente que matou 199 pessoas. Na mesma sexta-feira em que a imprensa adiantou as conclusões dos peritos do Instituto de Criminalística, o promotor que acompanha as investigações, Mário Luiz Sarrubo, confirmou que 10 pessoas deveriam ser indiciadas pelo acidente.

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