Tragédia em Congonhas

Tragédia em Congonhas

Segunda, 17 de novembro de 2008, 21h36 Atualizada às 22h20

Acidente da TAM: negada suspensão do inquérito

O juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara, Hélio Narvaez, negou o pedido da TAM para que o inquérito policial que apura as causas e os responsáveis pelo acidente com o vôo 3054 fosse temporariamente suspenso.

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Na última sexta-feira, a companhia havia pedido que a apuração sobre as causas da tragédia, ocorrida no ano passado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), fosse suspensa até que a Justiça definisse se o caso deve ser julgado por um tribunal federal ou estadual. 

A solicitação foi feita no mesmo dia em que o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que, após 16 meses de trabalho, o Instituto de Criminalística (IC) havia terminado de apurar as causas da tragédia ocorrida no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 17 de julho de 2007.

Com a decisão de Narvaez, a definição sobre se o caso seguirá para a Justiça estadual ou federal só será conhecida após o delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos de Meneses Barbosa, terminar seu relatório com as conclusões a que chegou.

Concluído na semana passada, o laudo pericial do Instituto de Criminalística de São Paulo também foi anexado hoje ao inquérito policial. O documento que aponta as razões e os culpados pelo acidente que matou 199 pessoas servirá de subsídio para que o delegado conclua seu relatório.

Na mesma sexta-feira em que a imprensa adiantou as conclusões dos peritos do Instituto de Criminalística, o promotor que acompanha as investigações, Mário Luiz Sarrubo, confirmou que 10 pessoas deverão ser indiciadas pelo acidente. Os nomes dos possíveis indiciados, no entanto, não foram divulgados.

Pelas informações preliminares, o laudo do Instituto de Criminalística apontou como principais responsáveis pela tragédia a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Infraero, a TAM e a Airbus, fabricante da aeronave. Para Sarrubo, as análises técnicas comprovaram que essas empresas "erraram culposamente".

A Polícia Civil de São Paulo recebeu o laudo hoje. Segundo delegado Antonio Carlos Menezes Barbosa, até o final da semana o inquérito será concluído e os responsáveis serão indiciados.

A assessoria da TAM disse esta tarde que não comentaria o assunto.

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