Atualizada às 22h20
» Inquérito pode ir para o MPF
» Defesa: Denise não é responsável
» Anac diz que ainda não recebeu laudo
» Laudo atribuiria tragédia a falhas da Anac
Na última sexta-feira, a companhia havia pedido que a apuração sobre as causas da tragédia, ocorrida no ano passado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), fosse suspensa até que a Justiça definisse se o caso deve ser julgado por um tribunal federal ou estadual.
A solicitação foi feita no mesmo dia em que o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que, após 16 meses de trabalho, o Instituto de Criminalística (IC) havia terminado de apurar as causas da tragédia ocorrida no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 17 de julho de 2007.
Com a decisão de Narvaez, a definição sobre se o caso seguirá para a Justiça estadual ou federal só será conhecida após o delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos de Meneses Barbosa, terminar seu relatório com as conclusões a que chegou.
Concluído na semana passada, o laudo pericial do Instituto de Criminalística de São Paulo também foi anexado hoje ao inquérito policial. O documento que aponta as razões e os culpados pelo acidente que matou 199 pessoas servirá de subsídio para que o delegado conclua seu relatório.
Na mesma sexta-feira em que a imprensa adiantou as conclusões dos peritos do Instituto de Criminalística, o promotor que acompanha as investigações, Mário Luiz Sarrubo, confirmou que 10 pessoas deverão ser indiciadas pelo acidente. Os nomes dos possíveis indiciados, no entanto, não foram divulgados.
Pelas informações preliminares, o laudo do Instituto de Criminalística apontou como principais responsáveis pela tragédia a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Infraero, a TAM e a Airbus, fabricante da aeronave. Para Sarrubo, as análises técnicas comprovaram que essas empresas "erraram culposamente".
A Polícia Civil de São Paulo recebeu o laudo hoje. Segundo delegado Antonio Carlos Menezes Barbosa, até o final da semana o inquérito será concluído e os responsáveis serão indiciados.
A assessoria da TAM disse esta tarde que não comentaria o assunto.
Agência Brasil