Tragédia em Congonhas

Tragédia em Congonhas

Sexta, 14 de novembro de 2008, 18h28 Atualizada às 18h59

Defesa: ex-diretora da Anac não é responsável por acidente

Os advogados da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, informaram de que ela não tem responsabilidade no acidente com o Airbus A320 da TAM, em 17 de julho de 2007. O acidente provocou a morte de 199 pessoas.

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Laudo concluído pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo sobre o acidente teria apontado como causas da tragédia falhas da Anac, além de erros por parte da Infraero, da TAM, dos pilotos do avião e até da fabricante do jato.

Segundo o promotor Mário Luiz Sarrubo, um grupo de dez pessoas deve ser responsabilizado pela tragédia no inquérito, com destaque para ex-integrantes da cúpula da Anac.

"Entre outros exemplos possíveis, (indiciar Denise) se compararia a culpar o delegado-geral da Polícia de São Paulo por qualquer crime que acontecesse no Estado, já que ele é o responsável pela Segurança Pública. Seria um absurdo jurídico, já que não há qualquer nexo ou ligação de causa e efeito entre o trágico acidente e a atuação de Denise Abreu no colegiado que dirigia a Anac, ao lado de outros quatro diretores, sob o comando do presidente Milton Zuannazzi", afirmou o advogado de defesa da ex-diretora, Roberto Podval.

Segundo ele, "parece estar claro, pelo que foi divulgado do relatório do IC, que o acidente não teria ocorrido se os manetes do avião estivessem na posição correta".

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