Tragédia em Congonhas

Tragédia em Congonhas

Sábado, 16 de agosto de 2008, 19h36 Atualizada às 20h45

TAM: inquérito deve ficar pronto em setembro

O delegado da Polícia Civil de São Paulo Antônio Carlos de Menezes Barbosa afirmou aos familiares das vítimas do acidente com o avião da TAM em Congonhas que o inquérito que apura as causas da tragédia deve ser concluído até o final de setembro.

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Segundo Roberto Gomes, membro da associação que representa os parentes, o inquérito deve indiciar por homicídio culposo (quando não houve intenção de matar) cerca de sete pessoas, entre funcionários da TAM, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Infraero.

"Não somos especialistas em aeronaves, mas eu não dependo do relatório do Cenipa para concluir o meu. Vou fazê-lo sem o do Cenipa", disse o delegado, esclarecendo que, enquanto a investigação do órgão militar ligado à Aeronáutica visa identificar as causas dos acidentes para fazer recomendações que aumentem a segurança dos vôos, a investigação policial busca apontar os culpados para que sejam julgados.

De acordo com Gomes, que perdeu um irmão na tragédia, todas elas serão responsabilizadas por terem de alguma forma se omitido e, desta forma, contribuído para o acidente. "Elas terão que responder por terem sido negligentes, irresponsáveis e incompetentes", explicou.

Na visão dele, essas pessoas deveriam ser indiciadas por dolo eventual, ao invés do homicídio doloso. "O nosso entendimento era de que os indiciamentos deveriam ser por dolo eventual, quando a pessoa toma uma atitude sabendo que está colocando a vida de outras pessoas em risco", explicou.

Também presente à reunião com os parentes das vítimas, o perito do Instituto de Criminalística de São Paulo, Antônio Nogueira, afirmou que não é possível dizer que as manetes das aeronaves estivessem na posição errada no momento do pouso.

"Com o que sobrou do mecanismo das manetes, não dá para determinar a posição delas. Pela interpretação da caixa-preta, a única coisa que dá para determinar é que uma ficou em climb e outra acionou para máximo reverso". O perito disse preferir não fazer "cogitação" sobre se houve ou não falha do piloto.

Hoje, parentes e amigos das vítimas da tragédia com o vôo da TAM cumpriram agenda em Brasília. Além do encontro com a polícia, mais cedo eles foram recebidos por representantes da FAB que deram a eles todos os detalhes em torno da investigação que apura as causas do acidente. O dia foi encerrado com um culto ecumênico realizado em um templo da cidade.

Eles também foram até o aeroporto de Brasília para realizar um protesto em frente ao guichê da TAM.

Com informações da Agência Brasil

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