Atualizada às 14h41
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
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O vôo JJ3054 da TAM saiu do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), no dia 17 de julho do ano passado, e pousaria no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. A aeronave atravessou a pista e colidiu contra o prédio da TAM Express, após passar a poucos metros dos carros que circulavam pela avenida Washington Luís, matando 199 pessoas e deixando ao menos 15 feridos.
A defesa da ex-diretora da Anac apresentou uma petição com documentos que "dariam sustentação" às suas alegações, de acordo com Barbosa. A pista teria sido liberada após inspeção e a norma que proíbe o pouso com o reverso pinado não teria validade. "Nunca dicutimos a validade jurídica da norma, ela estava em vigor e as agências tinham conhecimento disso", disse Barbosa.
O laudo feito pela Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (Direng) apontou que a macrotextura do asfalto do aeroporto estava no limite dos padrões mínimos de segurança no dia so desastre.
Ao final da investigação, que deve ser concluída apenas após o laudo pericial ser encerrado, a polícia espera indiciar de sete a dez pessoas por homicídio culposo e lesão corporal culposa. Barbosa afirma que, até o momento, não há indícios de dolo eventual.
"Não podemos afirmar que algum dos agentes tenha assumido o risco de produzir o desastre", disse. De acordo com o perito técnico do instituto de criminalística, Antônio Nogueira, não foi encontrado nenhum vestígio que indique defeito no manete do avião.
Redação Terra