Atualizada às 19h22
» Famílias: segurança não melhorou
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Dizendo lamentar o ocorrido, Jobim ponderou que o acidente não foi provocado pelas condições do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. "O acidente foi o pico de uma crise que, ao que tudo indica, não teve vinculações com o aeroporto propriamente dito", afirmou Jobim, na quinta-feira.
Para o ministro, a preocupação com a segurança pode ser evidenciada com medidas como a redução do número de pousos e decolagens em Congonhas, o que acarretou a menor movimentação de usuários. "Entre janeiro e maio de 2007, tivemos cerca de 7,6 milhões de pessoas utilizando o aeroporto. No mesmo período deste ano, tivemos 5,5 milhões, uma redução de pouco mais de 2 milhões de pessoas, ou 27%".
Em consequência da diminuição do número de slots, restringidos a até 30 movimentos-hora para a aviação geral (de passageiros) e quatro para a aviação regular (táxis aéreos, jatos executivos etc.), Congonhas perdeu o primeiro lugar em movimentação de passageiros para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. "Hoje, Congonhas está em um patamar de utilização considerado ótimo", afirmou o ministro.
Jobim descartou a possibilidade de, como sugerem as empresas aéreas, voltar a aumentar o número de pousos e decolagens no local. "Não há qualquer possibilidade de, neste momento, aumentarmos o número de slots. Não vamos ceder e permitir que Congonhas volte a ter 50 pousos e decolagens por hora como ocorria até o ano passado. Eventualmente, aumentando as condições da pista auxiliar, com as saídas rápidas que vamos fazer, nós poderemos aumentar o número de slots, mas, a princípio, apenas da aviação geral", disse o ministro Nelson Jobim.
Ele assumiu o Ministério da Defesa sete dias após o acidente com o vôo JJ 3054, da TAM, em julho de 2007, substituindo Waldir Pires, desgastado pela crise que atingiu o setor aéreo após o acidente com o Boeing da Gol, em setembro de 2006.
Ao falar pela primeira vez sobre a infra-estrutura aeroportuária, o ministro afirmou que colocaria a segurança dos usuários em primeiro lugar, priorizando "a decolagem, o tráfego aéreo e a chegada com comodidade".
Dois dias após ter tomado posse, Jobim partiu para São Paulo, onde visitou o local do acidente, chegando a percorrer o interior do depósito de cargas atingido pelo Airbus da TAM antes de ir ao Instituto Médico Legal (IML), onde acompanhou os trabalhos de identificação dos corpos das vítimas.
Agência Brasil