Atualizada às 21h13
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A tragédia, ocorrida em 17 de julho de 2007, no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, matou 199 pessoas. A companhia aérea TAM já negociou indenizações com parte das famílias, mas ainda não foi determinada culpa criminal pelo acidente. O objetivo da Afavitam é responsabilizar TAM, Anac e Infraero pelo desastre. Segundo informações da assessoria de imprensa da TAM, já foram firmados e pagos 75 acordos a parentes das vítimas e concedida antecipação de indenizações a 155 famílias.
Barbosa disse que desde o início das investigações já foram ouvidas 306 pessoas, incluindo parentes, controladores de vôos, pilotos e funcionários da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo o delegado, resta apenas anexar documentos sobre o trabalho de perícia técnica para concluir o processo, que já tem 12,7 mil páginas.
"Só nos falta o documento que está apontando as causas técnicas por parte do Cenipa Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes". De acordo Barbosa, há uma previsão do laudo técnico para o mês de setembro. Depois disso, no máximo em 30 dias, a polícia conclui o inquérito.
Antes da reunião com o delegado, os familiares fizeram um encontro a portas fechadas como o que eles fazem mensalmente, desde o acidente com o vôo JJ 3054, há quase um ano, em 17 de julho de 2007. Segundo os organizadores, comparecem ao encontro 142 pessoas. O presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas (Afavitam), Dario Scott, que perdeu a única filha no acidente, disse que o grupo tem feito manifestações como alerta para evitar acidentes de tal gravidade. "Nós ainda estamos com problemas na aviação. Queremos que o governo tome atitudes concretas, que os órgãos competentes fiscalizem as companhias aéreas para que respeitem as normas de segurança", reivindicou.Para Scott, o problema é mais complexo do que, simplesmente, atribuir culpa aos pilotos, referindo-se ao fato de ter sido constatado que, na hora da queda, o avião da TAM estava com a alavanca posicionada de forma irregular para a aterrissagem. Isso teria deixado aparelho em movimento de aceleração.A reunião que os parentes das vítimas teriam hoje com o brigadeiro Jorge Karsul Filho, chefe do Cepina, foi adiada para julho.Agência Brasil