Tragédia em Congonhas

Tragédia em Congonhas

Sábado, 14 de junho de 2008, 16h34 Atualizada às 21h13

Inquérito de acidente da TAM deve sair até outubro

O processo que irá apontar definitivamente as causas e quem deve responder criminalmente pela queda e morte das vítimas do avião da TAM deverá terminar entre setembro e outubro deste ano. A informação é do delegado Antônio Carlos Menezes Barbosa, titular do 27º Distrito Policial (Campo Limpo), responsável pelo inquérito. Ele se encontrou nesta tarde com os parentes das vítimas, em um hotel próximo ao local da tragédia, em frente ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da cidade de São Paulo.

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A tragédia, ocorrida em 17 de julho de 2007, no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, matou 199 pessoas. A companhia aérea TAM já negociou indenizações com parte das famílias, mas ainda não foi determinada culpa criminal pelo acidente. O objetivo da Afavitam é responsabilizar TAM, Anac e Infraero pelo desastre. Segundo informações da assessoria de imprensa da TAM, já foram firmados e pagos 75 acordos a parentes das vítimas e concedida antecipação de indenizações a 155 famílias.

Barbosa disse que desde o início das investigações já foram ouvidas 306 pessoas, incluindo parentes, controladores de vôos, pilotos e funcionários da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo o delegado, resta apenas anexar documentos sobre o trabalho de perícia técnica para concluir o processo, que já tem 12,7 mil páginas.

"Só nos falta o documento que está apontando as causas técnicas por parte do Cenipa Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes". De acordo Barbosa, há uma previsão do laudo técnico para o mês de setembro. Depois disso, no máximo em 30 dias, a polícia conclui o inquérito.

Antes da reunião com o delegado, os familiares fizeram um encontro a portas fechadas como o que eles fazem mensalmente, desde o acidente com o vôo JJ 3054, há quase um ano, em 17 de julho de 2007. Segundo os organizadores, comparecem ao encontro 142 pessoas.

O presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas (Afavitam), Dario Scott, que perdeu a única filha no acidente, disse que o grupo tem feito manifestações como alerta para evitar acidentes de tal gravidade. "Nós ainda estamos com problemas na aviação. Queremos que o governo tome atitudes concretas, que os órgãos competentes fiscalizem as companhias aéreas para que respeitem as normas de segurança", reivindicou.

Para Scott, o problema é mais complexo do que, simplesmente, atribuir culpa aos pilotos, referindo-se ao fato de ter sido constatado que, na hora da queda, o avião da TAM estava com a alavanca posicionada de forma irregular para a aterrissagem. Isso teria deixado aparelho em movimento de aceleração.

A reunião que os parentes das vítimas teriam hoje com o brigadeiro Jorge Karsul Filho, chefe do Cepina, foi adiada para julho.

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