Atualizada às 18h24
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
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O Airbus-A320, que operava o vôo JJ-3054 da TAM, saiu da pista do aeroporto de Congonhas ao não conseguir frear e bateu contra o prédio da TAM Express, matando 199 pessoas entre tripulantes, pedestres e funcionários da TAM que trabalhavam no edifício. Segundo os familiares, a TAM já concluiu as negociações com indenizações a 61 famílias de vítimas. As outras 35 famílias ainda negociam seus acordos com a TAM. Nem os familiares nem a TAM revelam os valores pagos.
Jóias, anotações e dinheiro, entre outros objetos pessoais estão entre os itens recuperados, que foram identificados, higienizados, fotografados e lacrados para a entrega aos familiares das vítimas por uma empresa americana especializada neste tipo de serviço.
Ana Rosa Souto Maior de Queiroz, mãe de Arthur Souto Queiroz, 27 anos, foi uma das primeiras a receber os pertences, trazidos em pastas pelo chefe dos investigadores da 27º DP (Campo Belo), Aparecido Raucci.
Entre os objetos recuperados, pedaços de um cartão de crédito, uma foto do irmão gêmeo que Arthur carregava, uma medalha do Papa João Paulo II e um bilhete de boa sorte. "É mais um pedacinho para lembrar dele", disse, tremendo e aos prantos.
Outra a retirar os pertences de um familiar na tarde deste sábado foi a jornalista Monique Klein. Ela recuperou fotos do filho que o marido levava. "É mais uma página que viramos neste processo. Eu poderia estar neste vôo", disse.
Muito emocionado, o presidente da Afavitam, Dario Scott, recebeu R$ 200 que, segundo ele, estavam na bota de sua filha. "É duro receber estes pertences, mas não nos conforta. Conforto era estar com minha filha agora", afirmou.
Redação Terra
Familiares de Priscila Bertoldi Cesário da Silva recuperam pertences da vítima
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