Atualizada às 13h06
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
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A Afavitam programa para hoje às 16h um novo protesto em frente ao aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade. Na pauta da manifestação, a cobrança sobre as agências de aviação civil brasileiras para que entreguem os documentos necessários à conclusão do inquérito policial e o apelo para que a praça no local do acidente seja um memorial.
Durante a reunião, no auditório do hotel Quality Suites, em frente a Congonhas, o ex-comandante Barioni foi hostilizado verbalmente, mas ouviu todas as queixas e, após mais de uma hora, atendeu a todos que quiseram falar com ele em particular. Ao manifestar o desejo de mudar o relacionamento com os parentes, foi convidado a criar uma ouvidoria.
"Somos todos adultos, sabemos que houve e ainda haverá muita dificuldade, o 0800 não vai atender todas as ligações, o e-mail não responderá prontamente a todos, mas não vamos deixar que isso prejudique nossa relação daqui pra frente", apelou Barioni.
"A presença do presidente aqui mostra pelo menos uma tentativa de mudança da postura da empresa, ele trouxe a promessa de uma nova relação, vamos ver como isso vai funcionar", disse o primeiro-secretário da Afavitam, Christophe Haddad.
O presidente da Afavitam, Dario Scott, afirma que Barioni chegou a declinar do convite para conhecer os familiares, feito no dia 6 de dezembro, mas acabou aparecendo de surpresa. "Esperamos que haja mesmo uma mudança de comportamento da TAM para que não tenhamos mais a dificuldade de comunicação que houve no começo", disse Scott.
A hospedagem das 90 famílias presentes no encontro correu por conta da TAM. Os parentes das vítimas reclamaram que as linhas telefônicas dos quartos foram cortadas e os frigobares esvaziados pela equipe do hotel. Barioni confirmou a denúncia e atribuiu o problema à padronização dos contratos de hospedagem da companhia.
Redação Terra