Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
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Maia não deve afirmar textualmente que a pista principal foi uma das causadoras do acidente, mas disse que se o avião tivesse pousado em outro aeroporto, nas mesmas condições, as conseqüências poderiam ter sido diferentes.
"A constatação que posso fazer é que a pista não teve participação direta no acidente, mas sim o Aeroporto de Congonhas. Se fosse em outro aeroporto, talvez o resultado final tivesse sido diferente. Congonhas tem uma pista que não é das maiores", afirmou.
Marco Maia insinuou que não deve culpar os pilotos pelo acidente, mas não descartou a hipótese. "Nossa percepção é que qualquer medida não seria suficiente, mas não podemos ainda afirmar que não houve falha humana", disse.
Já sobre a responsabilidade da fabricante do avião, o relator foi incisivo: "tenho muitos elementos para questionar a Airbus, quando os pilotos frearam eles demonstraram que eles queriam parar e aeronave não fez isso. É inconcebível atitudes tão antagônicas".
As afirmações do deputado foram dadas após explicações do coronel Antonio Junqueira, contratado pela CPI para analisar a caixa-preta de dados do avião da TAM. A leitura da segunda parte do relatório final, a ser apresentada nesta quarta-feira, foi adiada para a semana que vem.
Redação Terra
Marco Maia deve culpar principalmente o fabricante da aeronave pelo incidente em Congonhas
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