Tragédia em Congonhas

Tragédia em Congonhas

Quarta, 19 de setembro de 2007, 16h45 Atualizada às 22h06

Coronel: pista precisaria mais 2,2 km para evitar acidente

O coronel da reserva da Aeronáutica, Antonio Junqueira, afirmou nesta quarta-feira, na CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, que a pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, precisaria ter mais 2.205 m para que o acidente envolvendo o Airbus A320 da TAM fosse evitado. Junqueira foi responsável pela análise dos dados da caixa-preta para a CPI.

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A tragédia, que provocou a morte de 199 pessoas, ocorreu no dia 17 de julho, quando a aeronave tentava pousar na pista principal do aeroporto. As contas do coronel foram feitas a partir do ponto de frenagem da aeronave nas condições do pouso. A distância total requerida para que o avião parasse, ainda segundo o coronel, seria de 3.218 m de pista.

De acordo com Junqueira, os pilotos pisaram no freio manual apenas nove segundos após o avião tocar o solo. Isso, segundo ele, acarretou na perda de 630 m de pista. Essa perda e o fato de o avião não ter pousado no início da pista, no entanto, não foram determinantes para o acidente.

O coronel diz que o avião registrava, na hora do pouso, uma energia de 92 milhões de joules (um joule corresponde à força necessária para deslocar um objeto de um quilo em um distância de um metro em um segundo). "Ninguém segurava o avião naquela situação. Pouco ou nada poderia ser feito", disse.

Apesar de afirmar que a pista molhada diminui a eficiência da frenagem e do atrito, ele disse que uma pista seca não teria evitado o acidente nas condições em que ele ocorreu.

Airbus
Junqueira criticou na CPI do Apagão Aéreo a Airbus, fabricante do avião da TAM que sofreu acidente no aeroporto de Congonhas. Para ele, a instalação de um alerta sonoro nas aeronaves que estiverem com uma das manetes em posição errada é mais do que recomendável, como sugeriu a Airbus.

Após acidentes parecidos com o da TAM, a fabricante emitiu comunicado falando que a instalação do equipamento era desejável. Segundo o coronel, existem três categorias de alertas: desejável, recomendada e mandatória.

"A fabricante emitiu um boletim com a categoria desejável, mas isso é muito grave", disse o coronel, que analisa na CPI dados da caixa-preta da aeronave que colidiu em Congonhas. Depois do acidente, o alerta tornou-se obrigatório.

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