Atualizada às 11h50
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
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Castro chegou a comparar a operação da aeronave com o reversor travado a um vôo com um motor só. Depois de questionado por deputados, ele voltou atrás e disse que as aeronaves da TAM não voam somente com um motor, porém, disse que isso não seria uma operação grave.
"Um motor só é semelhante ao reversor pinado (inoperante). Não é grave, é operação normal", afirmou.
Castro confirmou ainda que, em alguns meses, todos os aviões da TAM estarão equipados com o software FW3, que serve para avisar os pilotos quando a manete (equipamento que controla a velocidade da aeronave) está fora do lugar. "Dentro de pouco tempo teremos esse software em todas as nossas aeronaves, vai ser um instrumento a mais de segurança."
Em depoimento à CPI, na quinta-feira passada, o vice-presidente de segurança de vôo da Airbus, Yannick Malinge, disse que o software FW3 era recomendável, mas não necessário.
Erro humano
Castro, que também é comandante da companhia, admitiu ser muito remota a chance de os pilotos da TAM, no dia do acidente com o Airbus, terem errado na posição da manete. "Acho muito difícil. É a mesma coisa que você tentar frear um carro e não tirar o pé do acelerador."
Ele disse que ainda é cedo para fazer afirmações, dizendo se o reversor interferiu ou não, mas que, ele, como piloto não teria preocupação adicional quanto a esse problema.
"A única afirmação que dá para fazer agora é que nem o spoiler nem o freio automático da aeronave funcionaram apropriadamente no dia do acidente", disse.
Pista de Congonhas
No depoimento, Castro também comentou a situação da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Ele disse que a pista principal, antes da reforma, estava em péssimas condições e com acúmulo de água.
Segundo ele, depois do acidente, a TAM suspendeu operações no aeroporto em dias de chuva até o grooving ser totalmente finalizado. Ele disse ainda que a companhia também decidiu fazer uma ação preventiva de não operar em congonhas com reversor inoperante.
Redação Terra
O diretor de Segurança da TAM, Marco Aurélio Castro, depõe na CPI da Crise Aérea, na Câmara dos Deputados, em Brasília
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