Atualizada às 22h17
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O próximo passo agora é cruzar os dados obtidos com o diálogo entre os pilotos antes do choque com o prédio da TAM Express, depois de tentar pousar em Congonhas. "Os dados que temos agora são frios. Eles serão analisados somando todas as outras informações", afirmou.
Kersul reforçou a hipótese de que a manete do avião poderia estar na posição errada no momento do pouso, mas acrescentou que precisa combinar a coleta feita na abertura das caixas-pretas com o comando de voz dado pelos pilotos para tirar as primeiras conclusões. "São vários os fatores que influenciaram. Um fato sozinho não vai levar ao acidente", acrescentou.
As informações serão mantidas sob sigilo e enviadas à Polícia Federal e às CPIs no Congresso na próxima semana. Um piloto da TAM acompanhou o trabalho de peritos nos Estados Unidos para identificar as vozes na cabine da aeronave.
Parte do material extraído das caixas-pretas será analisada pelos técnicos do Cenipa em Brasília. A outra parte, em São Paulo.
Sete linhas de investigação irão orientar os próximos passos do inquérito da Aeronáutica: pista de Congonhas, manutenção da aeronave, condições de trabalho da tripulação, preparo profissional, meteorologia, controle de tráfego aéreo e situação psicológica dos pilotos.
Reuters
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