Renata Galvão
Direto de São Paulo
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Torres disse também que o Ministério da Defesa não tem planejamento, visto que, em plena crise aérea do País, já teria encomendado aeronaves para entrar no mercado até o ano de 2022. Para ele, seriam necessário R$ 10 bilhões apenas para reorganizar o espaço aéreo de São Paulo. Quanto ao aeroporto de Congonhas, afirmou que ele deve ser "desinflado, pois está operando acima de seu limite".
Torres informou que a perícia do acidente será coordenada pelo Tribunal de Contas da União e realizada pelo Exército que, segundo ele, seria o órgão de "maior capacidade e conceito para essa atividade". O prazo médio de investigação nesse tipo de caso seria de oito meses.
Apesar de não ter acompanhado a vistoria da pista, Torres assistiu aos vídeos do momento do acidente. Ele relatou que, das imagens captadas pelas quatro ou cinco câmeras que cobrem a pista do aeroporto, a aeronave não aparece em nenhuma delas, "apenas um clarão". Isso significaria que o Airbus não teria sequer tocado a pista. No entanto, as perguntas sobre o acidente, na opinião do senador "estão sendo respondidas no chutômetro. É necessário paciência para termos respostas completas".
Redação Terra