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À espera da Seleção, Curitiba tem protesto "caça-fantasmas"

19 mai 2010
12h16
atualizado às 15h15
Marcelo do Ó
Direto de Curitiba

Sob um frio de 12º C, um grupo de aproximadamente 200 manifestantes ocupou, na manhã desta quarta-feira, a Praça Tiradentes, no centro histórico de Curitiba. A dois dias da chegada da Seleção Brasileira, a capital paranaense teve que conviver com o trânsito parado sob a trilha sonora do filme Os caça-fantasmas, de 1984.

O motivo da passeata, liderada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), é o pedido de afastamento dos envolvidos no escândalo de pagamento a funcionários "fantasmas" na Assembléia Legislativa do Paraná.

A passeata também pede a aprovação, pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário. No carro de som, um dos dirigentes gritava "vocês terão que sair agora, ou então nós os tiraremos à força nas eleições".

Além da Praça Tiradentes, os manifestantes percorreram as principais avenidas da região central e deixaram o trânsito lento nas avenidas Marechal Deodoro, Marechal Floriano e Cândido Abreu. Agentes da Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) acompanharam a passeata.

"É um absurdo eles dizerem que não tem dinheiro para investir no Estado e aprontarem uma 'cachorrada' dessas", disse um manifestante que preferiu não se identificar. Grupos estudantis também faziam parte do movimento. Ao som da trilha sonora cinematográfica de Ray Parker, líderes sindicais exigiam a renúncia imediata dos envolvidos nas denúncias.

O Movimento
Investigações do Ministério Público paranaense e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) apontaram uma série de irregularidades na Assembleia Legislativa do Estado. Estima-se que o suposto esquema de corrupção montado teria desviado pelo menos R$ 100 milhões dos cofres públicos.

Treze pessoas foram acusadas de desviar cerca de R$ 13,2 milhões, entre elas o ex-funcionário comissionado Daor Afonso Marins de Oliveira e nove parentes dele. Todos recebiam salário, mas nunca cumpriram expediente no Legislativo. Oliveira está foragido da Justiça.

Fonte: Redação Terra
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