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Balanço de 10 anos marca abertura do Fórum Social Mundial

25 jan 2010
12h56
atualizado às 14h17

Um outro mundo é possível? Representantes da sociedade civil, autoridades e demais interessados pelos rumos do planeta debatem sobre esta questão a partir desta segunda-feira, em Porto Alegre. A cidade-berço do Fórum Social Mundial (FSM) já abriga mais de 70 intelectuais de diversas regiões do globo, e um balanço sobre a primeira década do encontro marca este primeiro dia de debates.

Sob o título de "Mesa de Saudação do Fórum Social Mundial 10 anos Depois Grande Porto Alegre", a primeira série de discussões busca refletir sobre os fatores positivos e negativos referentes ao evento desde que ele foi criado, em 2001. O objetivo do encontro, além da realização do balanço relacionado ao evento, é projetar o FSM 2011, em Dakar (Senegal).

Participam da mesa autoridades locais, estaduais, federais, representantes do FSM 2009 (Belém) e do próprio FSM 2011. Coordenado por Salete Camba, o balanço conta com as participações de Lílian Celiberti (Articulación Feminista Marcosur - Uruguai), Raffaella Bollini (ARCI - Itália), Oded Grajew (Cives e Movimento Nossa São Paulo), Nandita Shah (National Network of Autonomous Women's Groups (Índia), João Pedro Stédile (MST), Olívio Dutra (ex-governador gaúcho), Cândido Grzybowski (Ibase) e Francisco Whitaker (CBJP).

Coletividade
Para Oded Grajew, a importância do FSM consiste em dar voz à sociedade civil organizada. "Quando surgiu o FSM, há 10 anos, fazia-se a pergunta: como é que a sociedade civil tem a possibilidade de levar adiante sua missão e seus objetivos? Cada um de nós, cada organização é muito frágil, é muito pouco diante da tarefa que temos pela frente. Os desafios hoje são planetários, são globais. A sociedade civil organizada não conseguirá levar adiante suas necessidades se estiver sozinha. A idéia do FSM é dar uma possibilidade de fortalecimento da sociedade civil, a ponto de viabilizar seus objetivos".

Já o representante do Movimento dos Sem Terra, João Pedro Stédile, ressaltou que o FSM ajuda a lembrar que o neoliberalismo não é a única forma de governo possível. "Derrotar o neoliberalismo como forma de salvação para os mais pobres é um dos objetivos deste fórum. É difícil fazer um balanço de dez anos em apenas dez minutos, mas é fundamental lembrar que este espaço já nasceu na coletividade, e assim permanecerá".

Ainda nesta segunda-feira, está prevista uma passeata pelas principais ruas de Porto Alegre. A Polícia Militar da capital gaúcha espera a presença de cerca de 50 mil pessoas. À noite, a partir das 21h45 (horário de Brasília), o cantor Marcelo D2 se apresentará na Prainha do Gasômetro.

Nos próximos dias, a temática do desenvolvimento sustentável promete tomar conta das discussões do FSM 2010, que também conta com atividades em cinco municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre: São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga, Gravataí e Canoas.

Fonte: EcoDesenvolvimento
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