2 eventos ao vivo

Aurora procura retomar rotina após massacre no cinema

22 jul 2012
13h37

Aurora (EUA.) Dois dias após o massacre em um cinema de Aurora, no Colorado, e já conhecidas as identidades dos 12 mortos e do autor do ataque, a população da cidade procura agora recompor sua rotina em meio à solidariedade com as famílias das vítimas, atos religiosos e reflexão.

Nesta tarde, o presidente americano, Barack Obama, visitará Aurora para se reunir com as autoridades locais e reconfortar os familiares das vítimas. Ao todo, 12 pessoas morreram e 58 ficaram feridas.

Os moradores de Aurora se reunirão nesta noite em uma vigília à luz de velas e altares improvisados nas proximidades do centro da cidade para lembrar os mortos, a maioria menor de 30 anos, embora a lista também inclua uma menina de seis anos e a um pai de família de 51.

O governador do Colorado, John Hickenlooper, anunciou no sábado que o governo local destinará inicialmente US$ 200 mil para cobrir despesas das vítimas e de seus familiares.

Hickenlooper também pediu que os moradores realizem doações para os hospitais para ajudar a pagar o custo dos tratamentos médicos dos feridos, ocorrido na madrugada de sexta-feira passada. Sete pessoas ainda estão em estado grave.

Essas ações, afirmou o governador, permitirão "superar o sentimento de ira" que em um primeiro momento dominou o Colorado e com isso "superar esta situação".

"Não vamos permitir que esta comunidade seja definida por um ato de violência insensata", disse Hickenlooper em entrevista coletiva.

Em uma tentativa de recuperar a normalidade, o morador de Aurora Jonathan Martínez, de 18 anos, disse à Agência Efe que decidiu ontem à noite junto com dezenas de amigos ir a um cinema local para assistir "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge", o filme que estava passando no momento do ataque.

"A sala estava cheia e para algumas sessões já não havia entradas. Os restaurantes próximos ao cinema também estavam cheios. Falamos um pouco sobre a tragédia, mas fomos ver o filme e nos concentramos nisso", disse Martínez.

"Acho que uma boa maneira de homenagear as vítimas é voltar o mais rápido possível à normalidade, sem nos esquecer do acontecido", acrescentou.

Para outros, a maneira de ajudar às vítimas foi doar sangue. O número de doações chegou a ultrapassar a capacidade do banco de sangue local.

Outras pessoas foram para eventos religiosos, tanto dentro de templos como ao ar livre, algo que segundo os psicólogos ajudará a reconfortar e assimilar uma violência que não tem explicação. EFE

fm/dk

EFE   

compartilhe

publicidade
publicidade