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Líder da esquerda é encarregado de formar novo governo na Itália

Pier Luigi Bersani deverá buscar os apoios parlamentares que garantam sua posse, uma vez que não conta com a maioria absoluta no Senado

22 mar 2013 14h04 - atualizado às 15h21
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O líder da centro-esquerda e secretário-geral do Partido Democrata (PD), Pier Luigi Bersani, aceitou nesta sexta-feira a incumbência de formar um governo na Itália que foi designada pelo presidente da República, Giorgio Napolitano. Bersani - líder da coalizão de centro-esquerda vencedora das eleições passadas - deverá buscar os apoios parlamentares que garantam sua posse, uma vez que não conta com a maioria absoluta no Senado, e voltar depois perante o chefe de Estado com o resultado de seus contatos.

Bersani é o líder da coalizão de centro-esquerda vencedora das eleições passadas
Foto: AP

Bersani, aliado com a formação de extrema esquerda Sel, que obteve a maioria absoluta na Câmara de Deputados, afirmou que tentará ser equilibrado e ponderado em suas decisões. "Eu levarei o tempo necessário, é uma situação difícil", reconheceu Bersani, que prometeu um governo que promoverá "mudanças e reformas, entre elas a do sistema político", afirmou.

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Bersani não quis aliar-se à direita do ex-primeiro-ministro e magnata das Comunicações Silvio Berlusconi, mas também conseguiu o apoio do Movimento 5 Estrelas, do irreverente humorista "antissistema" Beppe Grillo, inesperadamente convertido em líder da terceira força política do Parlamento. A instabilidade política da terceira economia da zona do euro gera preocupação em todo o Velho Continente em pleno abalo causado pela crise no Chipre.

Giorgio Napolitano anunciou que encarregou o líder da esquerda, Pier Luigi Bersani, de formar o governo
Foto: AFP

Na véspera, Grillo pediu ao presidente italiano que fosse encarregado da formação do novo governo, afirmando que as últimas eleições legislativas haviam o tornado o seu movimento a "maior força política do país por número de votos obtidos". "Por essa razão, pedimos oficialmente um mandato para formar um governo e colocar em andamento nosso programa", declarou à imprensa a presidente dos deputados do M5S, Roberta Lombardi, após uma reunião com o presidente Giorgio Napolitano, que contou com a participação de Beppe Grillo.

O M5S obteve o maior número de votos nas eleições legislativas de 24 e 25 de fevereiro, mas terminou como a terceira força parlamentar, atrás das coalizões de esquerda de Bersani e de direita de Silvio Berlusconi.

Com a designação de Bersani, Napolitano tenta resolver a complexa situação antes que termine sua mandato, em 15 maio, também alvo de negociações secretas entre os partidos. Há várias semanas Bersani tenta em vão obter o apoio de Grillo, porta-voz dos indignados italianos. O programa de governo de Bersani é limitado e inclui uma redução do número de parlamentares, uma das maiores exigência do Movimento 5 Estrelas.

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A Itália está sem uma maioria clara em um contexto de recessão e alto endividamento, e com a Comissão Europeia pedindo que mantenha as reformas econômicas e de austeridade empreendidas pelo gabinete anterior do tecnocrata Mario Monti. Já Grillo afirmou em seu blog que seu movimento não apoiará o gabinete de outro partido, nem liderado por um técnico ou um pseudotécnico, depois de realizar consultas com Napolitano.

Com informações das agências internacionais.

Fonte: Terra
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